(Old, bud Gold) Orphan Black – 4ª Temporada

Orphan Black é aquele tipo de produção que, além de prender pela narrativa e pelo ritmo, consegue ir crescendo a cada temporada. Uma boa opção de maratona!! Aqui um pouquinho das impressões sobre a quarta temporada, que não peca em nenhum ponto com a construção do enredo, cumprindo o que promete! 🙂

Escrevi na época para o site do Grupo Grim, onde encontra-se a crítica na íntegra!

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Clone Club voltou com mais suspense, revelações e desafios na quarta temporada de Orphan Black, a mais instigante e bem elaborada até então. E os fãs mais fiéis com certeza não se decepcionaram com a sequência, que conseguiu desenvolver bem a trama, trazendo um equilíbrio ao enredo (à sua maneira), logrando prender o espectador sem a necessidade de saturá-lo com informações e referências, hábito típico das temporadas anteriores.

Agora, a ânsia de acompanhar o desenrolar da história (que envolve clones humanos e experiências biológicas) vem com uma viagem ao passado, o surgimento de uma nova personagem chave e com a volta do mundo dos mortos de figuras centrais, fazendo desta uma temporada que resgata elementos fundamentais das anteriores, renascendo e resolvendo arcos que até então clamavam por esclarecimentos.

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Logo de cara, ressuscitam Beth Childs (Tatiana Maslany), que vinha sendo apresentada através de flashbacks e memórias de outros, e voltamos para os momentos de sua pré-morte. Temos então a ótica daquela que foi a clone líder nas investigações antes do aparecimento de Sarah Manning e esse retorno temporal foi uma estratégia inteligente que funcionou muito bem para a narrativa, tanto para um resgate do público, que consegue entender o porquê do suicídio (o gatilho inicial no piloto), bem como para reaver e esclarecer conceitos indispensáveis, como a Neolution, os Projetos LEDA e Castor (clones femininos e masculinos, respectivamente), os quais sustentam a série.

As ações do passado e do presente são trazidas intercaladas, gerando um bom aproveitamento das personagens, em especial da nova clone, MK, uma hacker desconhecida por Sarah, mas que foi figura importante no passado do clube. O público é convidado a permanecer fiel a série pelo modo como esses elementos vão sendo trazidos e interligados nessa temporada.

Krystal volta como uma figura mais constante, criando no público expectativas de se e como ela vai descobrir a história que a envolve e se tornar uma sestra. E os roteiristas não mais a trouxeram como refúgio cômico, colocando-a aqui como fonte e testemunha mais importante sobre o desfecho de Delphine, trazendo uma luz de esperança para o público cativo. As outras sestras, Alison Hendrix e Cosima Niehaus, são melhor aproveitadas aqui.

Os elementos mitológicos se mantém na narrativa, de uma maneira forte, exigindo (para uma leitura mais profunda) uma certa bagagem informativa. A série adquire um tom que mescla o surreal, mitológico com um futurismo real, é como se quase parecesse ser de uma dimensão mítica, mas que não seria estranho estar acontecendo em algum lugar por aí!

A próxima temporada será a última (buuuáááá) e estarei com a pipoca pronta quando a Netflix liberar (ainda sem data!).

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