Fogo no Parquinho da Disney? Entenda os casos envolvendo Scarlett Johansson, Emma Stone e Processos judiciais!

A notícia do dia – além da tragédia política que causou um incêndio na Cinemateca Brasileira e destruiu parte da memória audiovisual nacional – é que a atriz Scarlett Johansson, a Viúva Negra do Universo Marvel, processou judicialmente a Disney alegando quebra contratual e danos pelo lançamento do filme na Plataforma Disney +. Mais tarde, rumores de que Emma Stone, estrela de Cruella, também considera processar a empresa por questões semelhantes. O caso completo a gente tenta explicar aqui!

Scarlett Johansson e Florence Pugh em Viúva Negra (2021)

A notícia de que Scarlett Johansson processou a Disney foi rapidamente confirmada e explicada por fontes nacionais e internacionais, com pronunciamento dos advogados da atriz, que ainda não falou publicamente. Segundo a BBC US & Canada, o motivo da causa judicial foi a Plataforma Disney + lançar o filme sólo da Viúva Negra (2021) enquanto o mesmo ainda circula nos cinemas, o que, além de não estar totalmente de acordo ao contrato (conforme alegado), afetaria diretamente os ganhos da atriz, que alega ter tido perdas financeiras. A decisão chocou a indústria cinematográfica e os espectadores.

Questões contratuais em produções audiovisuais tendem a ser complexas inúmeros fatores podem variar de acordo aos contextos. Em se tratando de indústrias de altíssimos orçamentos, como é o caso dos grandes conglomerados de mídia, a exemplo do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM) – pertencente ao grupo Disney – a coisa fica ainda mais complicada. Nessa multiplicidade de plataformas (streamings, Cinema, TVs, entre outros), o faturamento final das empresas e da equipe está condicionado a esses percursos.

Mas por quê essas perdas financeiras? O acordo contratual normalmente prevê que o faturamento dos atores (e equipe) está atrelado à bilheteria mundial. Segundo o G1, Johansson esperava que o filme seria lançado no Cinema e que haveria uma janela de tempo antes da estreia na Plataforma. Com o não cumprimento disso, mesmo o filme tendo um estouro de bilheteria nos primeiros dias após o lançamento e arrecadando US$ 218 milhões (R$ 1,1 bilhão) mundialmente, logo em seguida houve uma brusca queda e é aí que a atriz entendeu que, com o lançamento conjunto na Plataforma, a renda dos cinemas mundiais foi prejudicada, e, consequentemente, sua parte no jogo.

Emma Stone como Cruella De Vil

Poucas horas depois, uma série de rumores começou a circular (muito mais em sites de fofoca do que sites oficiais) de que a atriz Emma Stone, que interpreta a personagem título do longa Cruella (2021), também pensa mover um processo contra a Disney pelo mesmo motivo. O filme já recebeu mais de US$ 200 milhões globalmente. No entanto, a informação ainda não tem confirmação oficial e partiu de um antigo redator do site The Hollywood Reporter, mas faz todo sentido que algo assim esteja acontecendo nas coxias desse super palco multimilionário. Aguardaremos mais detalhes desse caso!

A Disney já respondeu ao processo e partiu para cima de Scarlett Johansson, como trouxe o G1, afirmando que a atriz estaria desrespeitando e ignorando os efeitos, ainda presentes, da Pandemia de COVID 19, por esperar que o filme ficasse em cartaz apenas nos Cinemas. Muitos grupos vêm se referindo à resposta da Disney como um ataque pessoal à atriz e, ainda, um “ataque gendrado” (ligado ao Gênero), que visaria desqualificá-la publicamente. O que vocês pensam disso?

Bom, que as mulheres são historicamente o lado mais fraco onde a corda puxa, a gente já sabe. Somemos a isso o fato de que somos mais passíveis a ataques pessoais, privados e íntimos, do que o gênero masculino. Assim, realmente é preciso cautela para analisar um caso como esse. A personagem de Johansson esperou uma década para ter o filme sólo lançado e, em decorrência da crise sanitária mundial, a estreia foi adiada mais de quatro vezes. Como mencionado acima, é um contexto multiplataforma e, assim, uma batalha multiplataforma.

Sobre os filmes:

Cruella , dirigido por Craig Gillespie, tem sido muito bem recebido pelos espectadores e pela crítica em geral, tendo ultrapassado a marca de US$ 200 milhões globais. O longa apresenta as origens da vilã já conhecida pelo público (nos filmes dos 101 Dálmatas) e traz uma personagem potente, densa, bem construída, com sonhos e aspirações, bem como traumas e percalços. O roteiro é muito seguro e captura bem as nuances e a trajetória de Cruella De Vil. A sequência já foi confirmada.

Viúva Negra, dirigido por Cate Shortland, é o tão esperado filme de origem de Natasha Romanoff, a primeira mulher membro da equipe dos Vingadores. Finalmente a estreia veio, depois de uma série de adiamentos (por conta da Pandemia). O filme, por sua vez, não tem tido uma recepção tão empolgada. A expectativa de conhecer as origens, ou se aprofundar na construção da heroína mais presente na trajetória do UCM, não correspondeu ao que foi oferecido pelo filme. O roteiro não dá conta de adensar a personagem, se perde um pouco na própria fórmula Marvel e não honrou a trajetória de Natasha nestes 13 anos de Universo diegético. Parece mais estar em função de apresentar outras personagens (Yelena, por exemplo) do que a própria personagem título. Acompanha o site para a crítica completa em breve!

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